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Quem é artista entenderá do que estou falando. Quem não é pode imaginar. Passamos meses ensaiando uma coreografia e quando chegam os momentos finais de espera, até a hora da apresentação, é inevitável ficar ansioso. Há um paradoxo de sentimentos: onde a vontade de que chegue logo a hora de se apresentar convive junto ao desejo de mais tempo para respirar fundo e nos acalmarmos antes da performance. E finalmente, as cortinas se abrem e é chegada a hora da verdade. Nesse momento é como se um novo mundo se abrisse e não há mais nada além do palco, a música e você.
Sinto que esse momento, enquanto escrevo esse post, é semelhante aos momentos na coxia e que antecedem uma performance, afinal, este é oficialmente o debut do blog "Pausa para o Plié". Não é a primeira vez que crio um blog na vida, mas é a primeira vez que o faço em MUITO tempo. Além disso, é a primeira vez que o faço depois dos vinte anos e de certa forma é como se eu tivesse um deja vu de experiências vividas na adolescência, enquanto criava e personalizava os diversos blogs que já tive. Para além de tudo isso acho que criar algo novo é sempre empolgante e faz a gente imaginar: o que virá depois?
Bem, eu não sei. Não sei o que acontecerá depois que este post for ao ar, mas sei o que está acontecendo agora: estou feliz! Feliz por criar algo e por poder ter um espaço a mais para falar sobre algo que eu amo: o ballet. Vi no instagram alguém comentando que essa pode ser a época do retorno dos blogs, então, cá estou eu!
Finalmente, antes de encerrar esse post, quero detalhar a razão de ser desse novo espaço na blogosfera. Como já disse antes o Pausa para o Plié será um blog para falar sobre algo que amo muito: ballet e especialmente para compartilhar minhas aventuras e descobertas sobre esse mundo agora que sou adulta. Quero também compartilhar dicas, enquanto as descubro, histórias e reflexões sobre a vida.
Escolhi o nome Pausa para o Plié por duas razões:
1. No ballet clássico, o plié é a preparação e o pouso de todos os saltos, a transição de todos os giros e o aquecimento da barra. Sem um bom plié, não existe impulso, não existe flexibilidade e não existe leveza na ponta. Ele é literalmente a raiz de toda a dança. Assim por mais que o plíe não seja o movimento mais emocionante do ballet ele remete ao início, à técnica, aos fundamentos do treino e ao aprendizado real do ballet adulto
2. Quando chega o dia de ballet, chega o meu momento do dia de fazer uma "pausa" na correria da vida adulta, dobrar os joelhos com humildade, ganhar impulso e voar no que eu amo.
Vamos juntos fazer essa pausa para o plié e dançar pela vida!

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